1. Não deixe para ir à escola somente quando
aparece um problema
Ir à escola somente quando você é convocado para resolver algum
problema da criança não vai fazer tanta diferença. A psicóloga
Eliana Tatit Sapienza, da Clínica Meta, especializada na área
educacional, indica aos pais manter uma parceria com a escola e os
professores, frequentando reuniões e se informando sobre o conteúdo
desenvolvido em cada matéria. As crianças, especialmente as mais
novas, se sentem mais seguras e confiantes quando percebem essa
ligação entre pais e professores.
2. Crie um vínculo de comunicação
Perguntar sempre como foi o dia de aula, o que os filhos aprenderam e
se passaram por alguma dificuldade são algumas das questões
iniciais para estabelecer o vínculo com as crianças sobre o
assunto. “Não é para conversar na base da pressão, mas com
amizade e afeto”, diz Andrea Ramal. Esse tipo de atitude fará com
a criança se sinta, desde os primeiros dias na escola, à vontade
para contar o que ela fez no dia, do que gostou e do que não gostou.
Assim, se a conversa for mantida ao longo dos anos, os pais saberão
se o filho é bom em português, mas tem dificuldades com a
matemática, por exemplo.
3. Acompanhe os deveres de casa
Às vezes, segundo Birgit Mobus, psicopedagoga da Escola
Suíço-Brasileira, em São Paulo, os pais trabalham tanto que lhes
sobra pouco tempo para observar os deveres de perto, mas é
importante que um dos dois realize esta função. Acompanhar o que a
criança está aprendendo na escola aumenta a motivação e
relacionar aquele conhecimento a uma lembrança real pode tornar o
conteúdo ainda mais significativo – ao ver as lições sobre as
vegetações típicas do país, por exemplo, vale relembrar aquela
viagem feita ao cerrado ou a excursão das férias pelas trilhas e
praias da Mata Atlântica.
4. Estabeleça uma rotina
A criança deve perceber que é muito mais proveitoso estudar um
pouco por dia do que deixar para estudar na última hora, na véspera
de uma prova. De acordo com Andrea Ramal, antes do sexto ano do
Ensino Fundamental, estudar uma hora por dia está de bom tamanho.
Conforme o número de matérias vai avançando, a duração deste
período também deve aumentar. Se a criança ainda está no primeiro
ciclo do Ensino Fundamental, o brincar ainda pode ter um espaço
maior no dia a dia dela. “Os períodos de estudo devem ir crescendo
a partir do segundo ciclo”, comenta Daniela de Rogatis.
5. Organize um espaço para os estudos
Este espaço deve ser aproveitado, de preferência, em um horário
fixo e nobre do dia. A psicóloga Eliana Tatit Sapienza recomenda um
lugar tranquilo, iluminado, limpo e organizado para o momento, onde
nada possa tirar a concentração da criança. Televisão, videogame
ou o irmãozinho mais novo fazendo bagunça devem ficar longe.
Materiais de consulta, como livros e acesso supervisionado à
internet, ficam perto.
Os pais devem acompanhar a vida escolar da criança desde cedo,
evitando assim os problemas na adolescência
6. Leia com prazer
Se dentro de casa a leitura é estimulada e encarada como um momento
de lazer e prazer, será mais fácil para as crianças se adaptarem
ao mundo dos estudos. “Os pais devem conversar com os filhos sobre
o livro, revista ou jornal que estiverem lendo, além de deixar
livros ao alcance das crianças”, comenta Eliana. Deixar bilhetes e
cartinhas aos pequenos também é benéfico. Até mesmo fazer a lista
de compras do supermercado ao lado do filho menor pode ser um
estímulo.
7. Ajude seu filho a descobrir a fórmula ideal de
estudo
Segundo Andrea Ramal, todos temos modalidades diferentes para
aprender. Umas são mais produtivas do que outras. Algumas crianças
são mais visuais e estudam sublinhando livros e fazendo resumos.
Outras podem ser mais auditivas e preferem repetir o conteúdo em voz
alta para si mesmas. “Os pais precisam estimular todas as
modalidades, para ver qual é melhor para aquela criança, e tomar
cuidado para não inibi-las”, diz. “Hoje em dia as pessoas não
aprendem mais sob pressão, mas por motivação”, completa.
8. Relacione o que acontece na escola ao que acontece
em família
Conectar os programas de família ao conteúdo da escola amplifica o
conhecimento. Se a criança estiver estudando sobre rios e mares, ou
sobre como a energia elétrica chega à casa de cada um, viajar para
Itaipu ou Foz do Iguaçu durante as férias pode ser mais produtivo
do que levá-la para a Disney. “Ela agrega e amplia os horizontes”,
afirma Daniela.
Passeios e brincadeiras, de acordo com a psicóloga Eliana Tatit
Sapienza, também são aliados da aprendizagem. Levar os pequenos a
museus, teatros, sessões de cinema, bibliotecas, livrarias e propor
jogos que incentivem a leitura, a escrita e o raciocínio são uma
mão na roda. Ao assistir um filme, Andrea Ramal recomenda aos pais
pedir aos filhos para escrever outra história com aquele personagem
principal. Oportunidades de conhecimento além da escola não faltam,
e o seu filho provavelmente gostará da ideia.
9. Se interessar ao seu filho, organize grupos de
estudo
Tanto dentro como fora da escola, as atividades em grupo podem ser
benéficas. Se os pais perceberem que a criança sente prazer ao
estudar com um ou dois amiguinhos, é uma boa pedida. Organizar um
debate sobre um assunto específico com os amiguinhos da escola,
segundo Andrea Ramal, pode ser bem interessante. Levá-la a um museu
com alguns amiguinhos e sugerir um debate sobre o assunto pode
ajudá-la a atribuir sentido ao que viu e conheceu.
10. Não espere seu filho virar adolescente para
participar da educação dele
Uma família que sempre participou e esteve junto com as crianças
durante as lições e provas dificilmente terá um adolescente que
não se esforça nos estudos. Nesta fase, os pais precisam tomar
cuidado para não pressionar os filhos ou serem invasivos. E isso só
é possível se houver uma relação sólida construída. “As
famílias que não levam a educação infantil e o primeiro ciclo do
ensino fundamental com a devida importância e, consequentemente, não
passam com a criança pelas primeiras dificuldades, não terão jeito
de opinar quando o filho fizer 15 anos, já que as dificuldades se
acumularam ao longo do processo educacional”, explica Daniela de
Rogatis.

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